A fabricação de uma forma pervertida de humano: Primo Levi e os rumores da memória

Lucas Amaral de Oliveira

Abstract


O químico e escritor Primo Levi construiu um dos testemunhos mais contundentes da segunda metade do século XX. Este texto tenta converter questões que aparecem em suas autobiografias mais impactantes sobre o campo de extermínio em problemas de caráter sociológico. Gostaria de interpretar seu testemunho como fonte documental, em que seja possível apreender aspectos informativos de denúncia da violência que assinou com sangue nossa era. Tentarei verificar os limites na construção do testemunho e as possibilidades encontradas pelo escritor na representação e reflexão sobre a experiência vivida; afinal, pensar a obra de Levi a partir de um conjunto de elementos que encontra na noção de memória seu eixo decisivo faz de seu testemunho não apenas um objeto de análise histórica, mas, ainda, fonte privilegiada para refletir sobre um desafio político: o imperativo sempre urgente de «não repetir o passado».

Parole chiave


Primo Levi; Testemunho; Experiência; Violência; Auschwitz

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